A boa notícia é direta: para viagens de turismo de curta duração, você não precisa de visto para ir à Itália. Mas isso não significa que dá para embarcar sem preparação — há documentos obrigatórios, novas regras em vigor e mudanças chegando ainda em 2026.
A Itália é um dos destinos internacionais mais escolhidos pelos brasileiros. Não falta motivo: de Roma a Florença, de Veneza às praias da Sardenha, o país concentra história, gastronomia e paisagens que dificilmente decepcionam.
Antes de fazer as malas, porém, é fundamental entender exatamente quem precisa de visto para a Itália, quais documentos apresentar na imigração e o que muda com os novos sistemas europeus de controle de fronteiras.
Neste artigo, detalhamos os requisitos de entrada para brasileiros na Itália: desde a isenção de visto, passando pelo passaporte e comprovantes, até o ETIAS — a nova autorização eletrônica que entrará em vigor no último trimestre de 2026.
A Itália faz parte do Espaço Schengen, um bloco de países europeus que compartilham fronteiras abertas entre si. Isso tem uma implicação prática importante: as regras de entrada valem para todo o bloco, não só para a Itália individualmente. Se você entrar pela Itália mas quiser circular por França, Espanha ou Alemanha, as mesmas regras se aplicam.
Para os brasileiros, a boa notícia é que o Brasil mantém acordos diplomáticos com a União Europeia que garantem isenção de visto para estadias curtas. Conforme consta na página oficial do Consulado Geral da Itália em São Paulo, cidadãos brasileiros que viajam a turismo por no máximo 90 dias estão isentos do visto de entrada no território Schengen. O mesmo é confirmado pela Embaixada da Itália em Brasília.
Isso não quer dizer, no entanto, que você embarca sem nenhum requisito. A seguir, veja o que é obrigatório apresentar.
Mesmo sem precisar de visto, há uma lista de documentos que você deve ter em mãos ao passar pela imigração italiana. Apresentamos cada um deles a seguir.
O documento principal é o passaporte. Segundo a página oficial do Consulado Geral da Itália em São Paulo, você pode entrar na Itália com um passaporte válido por pelo menos três meses a contar da data de saída do Espaço Schengen. Ou seja, não basta que o passaporte esteja válido na data de chegada à Itália — ele precisa ter margem de validade além do fim da sua estadia.
Verifique a data de vencimento com antecedência. Se estiver próxima do prazo, renove antes de viajar: a Polícia Federal recomenda iniciar o processo com pelo menos 60 dias de antecedência à viagem.
As autoridades italianas podem solicitar que você comprove que tem condições de arcar com os custos da estadia. Isso pode ser feito com extratos bancários, cartão de crédito ou dinheiro em espécie. Não há um valor fixo universal, mas é recomendável ter pelo menos 50 euros por dia de estadia como referência.
Reserva de hotel, confirmação de Airbnb ou carta de convite de um familiar ou amigo que more na Itália são documentos que podem ser solicitados na imigração. Embora nem sempre seja pedido, ter em mãos evita qualquer imprevisto.
Ter um bilhete aéreo de retorno — ou de continuação para outro destino fora do Espaço Schengen — demonstra que você não pretende ultrapassar o período de 90 dias de estadia. É um documento que pode ser requisitado tanto na imigração italiana quanto durante o embarque no Brasil.
A resposta varia de acordo com o objetivo e a duração da sua permanência. Para turismo, negócios, visitas familiares ou estudo de curta duração — até 90 dias a cada 180 —, você não precisa de visto para a Itália. Essa isenção é confirmada diretamente pela Embaixada italiana no Brasil.
Mas há exceções. Conforme a mesma fonte oficial, a isenção não se aplica quando a permanência tem finalidade de atendimento médico ou exercício de atividades remuneradas. Nesses casos, é obrigatório solicitar o visto adequado junto ao consulado italiano responsável pela sua região antes de embarcar.
Quem pretende ficar mais de 90 dias — seja para estudar, trabalhar ou residir — também precisa solicitar o visto correspondente com antecedência. Há diferentes modalidades: visto de estudo, de trabalho subordinado, de trabalho autônomo e outros.
Os documentos e requisitos variam por tipo e por consulado, por isso é essencial consultar diretamente o consulado italiano da sua cidade.
Mesmo sendo isento de visto, o brasileiro precisará de uma nova autorização para ir à Itália a partir do último trimestre de 2026: o ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem).
O ETIAS não é um visto. É uma autorização eletrônica prévia, similar ao ESTA americano, que deverá ser solicitada online antes do embarque. O processo é simples: você preenche um formulário no site oficial do ETIAS, informa dados pessoais, número do passaporte e responde a perguntas de segurança. Na maioria dos casos, a aprovação acontece em minutos.
Alguns pontos importantes sobre o ETIAS:
De acordo com o site oficial da embaixada da França no Brasil, o ETIAS ainda não está operacional — a data de implementação será divulgada com meses de antecedência. Atenção: qualquer site que ofereça o processo do ETIAS agora é fraudulento. Não forneça dados pessoais nem realize pagamentos antes da data oficial de lançamento.
Além dos documentos, algumas precauções tornam a experiência mais tranquila:
Saber que você não precisa de visto para a Itália é um alívio, mas os imprevistos acontecem mesmo nos roteiros mais bem planejados.
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