A mpox é uma doença viral com casos ativos no Brasil e em outros países. Conhecer os sintomas da mpox, as formas de transmissão e as medidas de prevenção é essencial para quem planeja qualquer tipo de viagem.
A mpox voltou a ser assunto global. Depois do pico de 2022 e de um declínio nos anos seguintes, os casos subiram novamente: o Brasil fechou 2024 com mais de 2.000 notificações e 2025 com 1.079 casos e 2 óbitos, segundo dados do Ministério da Saúde. No início de 2026, já há novos focos confirmados em grandes centros urbanos como São Paulo e Porto Alegre.
Neste artigo, você vai entender o que é a mpox, como ela se transmite, quais são os sintomas a reconhecer durante uma viagem, como se prevenir e quando buscar atendimento médico.
Segundo o Ministério da Saúde, a mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus monkeypox, pertencente à mesma família da antiga varíola humana, erradicada em 1980.
No Brasil, a forma predominante é o clado 2, que costuma gerar quadros leves a moderados. Desde 2025, no entanto, o clado 1b — uma variante com maior potencial de complicações — já circula no país, o que motivou a manutenção da vigilância ativa pelas autoridades sanitárias.
A região Sudeste concentra aproximadamente 72% dos casos nacionais, com São Paulo e Rio de Janeiro liderando as notificações. Ainda assim, registros foram confirmados em todas as regiões do Brasil.
Ao contrário de outras doenças monitoradas em viajantes, a transmissão da mpox acontece exclusivamente por contato próximo com pessoas infectadas — não por superfícies de uso coletivo como assentos ou maçanetas. As principais rotas são:
Para viajantes, o risco é maior em situações de contato íntimo ou prolongado com pessoas infectadas, especialmente em países onde o clado 1b está em circulação ativa. A OMS recomenda atenção redobrada a quem visita regiões da África Central e também a quem frequenta ambientes de contato social próximo em destinos com surtos ativos.
Os sintomas da mpox surgem entre 5 e 21 dias após a exposição. A doença tem um padrão de evolução característico que a diferencia de outras infecções — e que é importante reconhecer quando você está longe de casa.
Na fase inicial, aparecem febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço intenso e aumento dos gânglios linfáticos (ínguas). Esses sinais se assemelham aos de uma gripe e duram em geral de 1 a 4 dias.
Em seguida, surgem as lesões cutâneas: começam como manchas, evoluem para bolhas com pus e formam crostas antes de cicatrizar. Podem aparecer no rosto, palmas das mãos, solas dos pés, virilha, regiões genitais e anal. As lesões duram de 2 a 4 semanas.
Se você apresentar esses sintomas da mpox durante ou após uma viagem, procure atendimento médico e informe o profissional sobre seus deslocamentos e contatos recentes. A janela de incubação pode chegar a 21 dias, então fique atento mesmo ao retornar ao Brasil.
Não há medicamento aprovado especificamente para a mpox. O tratamento é de suporte — alívio dos sintomas e manejo de complicações. Por isso, evitar a exposição é a única proteção real disponível.
Segundo o Ministério da Saúde e a OMS, as medidas mais eficazes para viajantes são:
Como as recomendações sanitárias são atualizadas com frequência, consulte as orientações mais recentes na página oficial do Ministério da Saúde antes de viajar, especialmente se o destino tiver circulação ativa do clado 1b.
Se durante ou após uma viagem você desenvolver febre seguida de lesões na pele, siga estas orientações do Ministério da Saúde:
Evite contato próximo com outras pessoas e não compartilhe objetos pessoais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente e talheres até receber avaliação médica.
Vá ao pronto-socorro mais próximo e informe o profissional sobre seus deslocamentos recentes, os países visitados e qualquer contato próximo que você tenha tido. Essa informação é decisiva para o diagnóstico diferencial.
O período de transmissão da mpox dura até que todas as lesões cicatrizem completamente e uma nova camada de pele se forme. O isolamento deve ser mantido durante todo esse período, conforme indicação médica.
Uma suspeita de mpox longe de casa significa lidar com um sistema de saúde desconhecido, possível barreira de idioma e custos imprevistos.
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