O certificado internacional de vacinação — ou CIVP — é o documento que comprova que você tomou a vacina contra a febre amarela. Muitos países exigem esse papel na entrada, e sem ele você pode ser barrado no embarque, mesmo com passaporte e passagem em mãos.
Planejar uma viagem internacional vai muito além de comprar passagens e reservar hotel. Há um documento que muita gente esquece de verificar — e que pode causar uma grande dor de cabeça na hora de embarcar: o certificado internacional de vacinação ou profilaxia, conhecido pela sigla CIVP. Ele comprova que você está imunizado contra a febre amarela, e vários países das Américas, da África e da Ásia o exigem obrigatoriamente na entrada.
Neste artigo, explicamos o que é o CIVP, quais países exigem o certificado de vacina de febre amarela, como emiti-lo de forma gratuita e online, e qual é o prazo mínimo que você precisa respeitar antes de viajar.
O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) é um documento oficial reconhecido mundialmente que comprova a vacinação contra doenças específicas, de acordo com o Regulamento Sanitário Internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS). Na prática, funciona como um "passaporte de saúde": sem ele, alguns países simplesmente não deixam você entrar.
No Brasil, conforme informa a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o CIVP é emitido gratuitamente e comprova principalmente a vacinação contra a febre amarela. Em situações específicas, também pode ser solicitado para meningite (peregrinação a Meca) e poliomielite (estadia em países com transmissão ativa da doença).
Uma boa notícia: você só precisa tirar o CIVP uma vez na vida. A vacina febre amarela confere proteção vitalícia com dose única — e o certificado acompanha essa validade.
Atualmente 47 países exigem o CIVP para a entrada em seu território: 34 na África e 13 nas Américas Central e do Sul. Além deles, alguns países da Ásia e da Oceania também constam na lista oficial. A seguir, um resumo por região.
A exigência na América varia bastante: em geral, os países solicitam o CIVP para viajantes vindos do Brasil ou para quem visita zonas de risco silvático ou tropical dentro do país — não necessariamente para todo o território. Alguns destinos que podem solicitar o documento:
Vários países asiáticos e do Oriente Médio exigem o CIVP para viajantes provenientes de países com risco de transmissão. Entre eles:
Alguns países da Oceania também constam na lista oficial da Anvisa. Entre eles:
É o continente com maior número de exigências. A maioria dos países africanos solicita o CIVP na entrada, especialmente para viajantes provenientes de regiões endêmicas como o Brasil. Entre os destinos que podem exigir o certificado:
A lista de países que exigem o certificado internacional de vacinação febre amarela pode ser alterada a qualquer momento. Se o seu voo tiver escala ou conexão em outro país, verifique a exigência também para esses destinos intermediários. Consulte sempre a lista oficial atualizada da Anvisa antes de viajar.
Esse é um detalhe que muita gente ignora — e que pode arruinar a viagem. De acordo com as recomendações oficiais da Anvisa e da OMS, a vacina febre amarela viagem precisa ser tomada com antecedência mínima de 10 dias antes do embarque.
Isso porque a validade do certificado internacional de vacinação febre amarela se inicia 10 dias após a data de aplicação — não no dia em que você tomou a vacina. Se você chegar ao aeroporto de destino antes desse prazo, o certificado ainda não é considerado válido pelas autoridades de imigração e o embarque pode ser negado.
A recomendação prática é: ao confirmar seu destino, verifique se ele exige o CIVP e, se sim, tome a vacina com pelo menos duas semanas de antecedência para não correr riscos.
A vacina febre amarela internacional oferece proteção vitalícia com dose única. Por isso, o CIVP não tem prazo de validade: uma vez emitido, ele é válido para toda a vida. Você só precisa tirá-lo uma vez.
Isso foi estabelecido pela OMS em 2016, quando a validade anterior de 10 anos foi substituída pela proteção por toda a vida — inclusive para certificados que já haviam sido emitidos anteriormente.
O documento digital possui QR Code de autenticação reconhecido internacionalmente pelas autoridades de fronteira.
O processo é gratuito e, na maioria dos casos, pode ser feito inteiramente online. Veja o passo a passo para emitir o seu CIVP:
O primeiro passo é tomar a vacina febre amarela em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da sua cidade — ela é gratuita pelo SUS. Também é possível tomá-la em clínicas particulares. Guarde bem o comprovante de vacinação: você precisará dele para emitir o certificado.
Para vacinas aplicadas a partir de 30 de dezembro de 2022, o CIVP é gerado automaticamente no aplicativo Meu SUS Digital, disponível para Android e iOS.
Faça login com o CPF e senha do Gov.br, acesse a seção de vacinação e selecione a opção para gerar o certificado vacina febre amarela. O documento fica disponível em PDF, pronto para salvar no celular ou imprimir.
Se a sua vacina foi tomada antes de 2023 e não aparece no Meu SUS Digital, acesse o portal de serviços do Gov.br e preencha o formulário de solicitação online com o comprovante de vacinação digitalizado.
A Anvisa analisará os dados e, após aprovação, enviará o certificado por e-mail.
A emissão presencial é indicada quando a vacina não aparece no sistema, quando você não tem CPF ou cadastro no Gov.br, ou quando precisa do certificado com urgência. Nesse caso, compareça a uma unidade da Anvisa localizada em portos, aeroportos ou postos de fronteira com o comprovante de vacinação e um documento de identificação com foto.
Lembre-se: o CIVP é gratuito. Desconfie de sites que cobram qualquer taxa pela emissão — o único canal oficial é o Gov.br ou o aplicativo Meu SUS Digital.
Ter o certificado internacional de vacinação em dia é um passo essencial — mas não é o único cuidado que você deve ter antes de uma viagem internacional. Mesmo com a saúde em dia e todos os documentos corretos, imprevistos podem acontecer.
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